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O ASSASSINATO DO JORNALISTA MANOEL LEAL

Como foi o assassinato de Manoel Leal

Página 2
A investigação federal
Página 3
Os suspeitos e os investighadores
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O que fizeram e as falhas da Federal
Página 5
Falhas e omissões do delegado
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Falhas do promotor público e conclusão

Relatório do RSF em 2001

Relatório da SIP sobre o crime

Noticias atuais sobre o caso estão sempre no Jornal A Região

Volta

As falhas do Inquérito

Renomado jurista baiano diz que promotor e delegado não cumpriram com suas obrigações
durante a investigação do assassinato do jornalista Manoel Leal de Oliveira, morto num típico crime de mando em 14 de janeiro de 1998, com seis tiros à queima-roupa e sem nenhuma chance de defesa.  O jurista desfia uma série de erros, intencionais ou não, do delegado João Jaques Valois e afirma que o promotor Ulisses Campos Araújo se limitou a "autenticar" os depoimentos sem ter comparecido a eles, além de não requerer qualquer diligência "deixando que o diretor da Dirpin conduzisse livremente as apurações mesmo sabendo que os principais suspeitos têm ligações com a Polícia Civil e pessoas influentes deste estado".
     O jornal A Região usa seu direito legal de proteção à fonte para evitar as inevitáveis retaliações que poderiam se abater sobre o jurista, sobre o qual apenas garantimos que é um dos mais respeitados da Bahia, atuando em Salvador.
 
O Crime
     A análise do jurista começa pelo crime em si, aglutinando as informações que constam do inquérito oficial:
     No dia do crime, por volta das 18 horas o funcionário da gráfica Colorpress recebe de um amigo a informação de que tinha havido uma reunião com a finalidade de planejar "dar uma surra" em Manoel Leal. Pouco antes, às 16h, o jornalista recebia um telefonema ao qual respondeu como se responde a uma ameaça. Em seguida, enquanto falava com um corretor, comentou que não sabia se estaria vivo no dia seguinte para fechar o negócio.
     Desde 15h uma caminhonete Silverado (ou parecida) esteve parada próxima à casa de Leal, onde aconteceu o crime. Nela ficaram três homens, estranhamente sob sol escaldante, um na cabine e dois na carroceria, até a hora do crime, desaparecendo em seguida. A placa é a mesma de uma Silverado pertencente ao suspeito Mozart da Costa Brasil.
     Eles foram vistos por quatro testemunhas, sendo que uma das quais, uma criança, chegou a se assustar com a cara do motorista depois de bater na porta do veículo.
     Por volta das 20h três outras testemunhas ouviam os disparos e em seguida um menino aparecia dizendo que a vítima estava baleada alí perto.
     Após passar pela caminhonete, uma das testemunhas foi a pé até o Complexo Policial. Quando estava quase chegando lá viu a mesma caminhonete, agora só com o motorista, manobrando para voltar pela mesma rua, enquanto ouvia os disparos. Logo depois um Chevette verde saía em velocidade do Complexo Policial, ao que parece conduzindo policiais, retornando logo em seguida.


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