O ASSASSINATO DO JORNALISTA MANOEL LEAL

Como foi o assassinato de Manoel Leal
Página 1
Jurista aponta falhas e omissões
Página 2
A investigação federal
Página 3
Os suspeitos e os investighadores
Página 4
O que fizeram e as falhas da Federal
Página 5
Falhas e omissões do delegado
Página 6
Falhas do promotor público e conclusão
Volta
|
|
|
As falhas do Inqueérito
|
Investigação federal
No dia 26 de março a imprensa publica nota da Fenaj anunciando
um ofício que recebera do Ministro da Justiça Iris Resende,
onde constava que a Polícia Federal de Ilhéus tinha feito
uma investigação paralela e apontava como autores do crime
Mozart Brasil, Roque Cardoso Souza e Marcone Sarmento.
A federal descobriu que a caminhonete usada no crime era de Mozart,
placa HZF 8016 de Simão Dias-SE, que o suspeito tinha uma conta
bancária 213.545-1 em Araças-BA e que o pagamento pelo crime
pode ter sido usado na recente compra de um imóvel naquela cidade.
Mozart e Roque são interrogados
duas vezes, com flagrantes contradições.
Duas testemunhas reconhecem, por foto, Marcone Sarmento como
um dos homens que estavam na caminhonete vista no dia do crime. Uma delas
reconhece também Thomaz Iracy Guedes como o motorista da caminhonete.
A outra diz que ele era "muito parecido com o motorista da caminhonete".
Uma terceira testemunha reconhece Thomaz Iracy como uma das pessoas
que viu na caminhonete e afirma que uma ou duas semanas depois o viu de
novo, bebendo em um bar do São Caetano.
Sobre o crime
O jurista afirma que trata-se, obviamente, de crime de mando,
estudado minunciosamente e com antecedência para garantir resultados,
sigilo e dificuldade na elucidação. A execução
de crimes deste tipo é sempre confiada a profissionais que inclusive
têm relacionamento com pessoas influentes, ambição
e ao mesmo tempo facilidade de gastar sem medidas, geralmente registrando
seus bens em nome de outras pessoas, especialmente parentes.
Não raro são prestadores de serviço a empresas
grandes, inclusive na área de segurança, com regalias especiais.
Geralmente simpáticos e prontos para servir pessoas influentes,
é comum que sejam ligados a entidades policiais ou informantes delas.
Também é comum que já tenham respondido a inquérito
ou processo sem receber punição.
|
|