O ASSASSINATO DO JORNALISTA MANOEL LEAL

Como foi o assassinato de Manoel Leal
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Jurista aponta falhas e omissões
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A investigação federal
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Os suspeitos e os investighadores
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O que fizeram e as falhas da Federal
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Falhas e omissões do delegado
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Falhas do promotor público e conclusão
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As falhas do Inqueérito
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Falhas de Valois
Na parte mais extensa de sua análise, o jurista desfila
uma série de falhas, erros e omissões cometidos pelo delegado João Jaques Valois, encarregado da investigação.
1. Não apreendeu imediatamente todos os objetos que estavam
com a vítima e por isso perdeu-se um papel que Leal trazia no bolso
com a inscrição "Roque X-9", e que poderia ajudar na investigação.
2. Deixou de ouvir o filho de uma das testemunhas, que também
viu os homens da caminhonete e chegou a bater na porta do veículo.
Sabe-se que as crianças olham e memorizam mais as pessoas que os
adultos e, no caso de um reconhecimento, poderia ser de grande valia.
3. Deixou de fazer o reconhecimento ao vivo de Mozart e Roque
junto às testemunhas que viram os homens e a caminhonete próximo
ao local do crime. Deveria ter feito o reconhecimento, inclusive com o
menor, pessoalmente (e não por foto), de maneira que as testemunhas
não fossem vistas pelos suspeitos. Não fez.
4. Deixou de verificar o nome dos sócios das empresas
Norral e Maveron.
5. Deixou de verificar se os suspeitos Mozart e Roque estavam
mesmo em Salvador no dia do crime como alegaram e se eles tinham testemunhas
disto. Também deixou de verificar se os suspeitos tinham outras
contas correntes, bens e imóveis além do declarado por eles
mesmos.
6. Não fez qualquer esforço para localizar o amigo
do funcionário da gráfica que avisou sobre a "surra" que
seria dada em Manoel Leal. Bastaria investigar quem estava no Grapiúna
Tênis Clube (local da conversa) na hora indicada pelo funcionário.
7. Deixou de checar o telefonema estranho recebido por Leal no
dia do crime.
8. Deixou de ouvir o corretor que conversou com a vítima
na tarde do crime para colher mais informações.
9. Deixou de ouvir o menor Isaque para saber como ele viu, no
primeiro momento, o corpo da vítima e se teria visto mais alguma
coisa.
10. Deixou de observar que o telefone usado por Mozart para ligar
para o programa de televisão "Opinião Sertaneja" era celular,
o que significa que toda ligação, feita de qualquer lugar
do mundo, aparece na conta como originada de Salvador. E justamente esta
conta foi o álibi usado por Mozart para dizer que estava na capital
no dia do crime.
11. Deixou de ouvir todas as pessoas que Mozart e Roque alegaram
ter contactado em Salvador no dia do crime para conferir as informações.
12. Deixou de apreender e incluir nos autos os cartões
de ponto dos suspeitos Mozart (se é que marcava) e Roque (deste,
limitou-se a receber um escrito à mão trazido pelo próprio
suspeito). "Uma lamentável inércia investigatória",
comenta o jurista. Incompetência vexatória, acrescentamos.
13. Não indiciou Marcone Sarmento e Thomaz Iracy Guedes,
mesmo reconhecidos por testemunhas como fazendo parte do grupo de pessoas
que estavam na caminhonete.
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